Mudança vale a partir de 15 de outubro para clientes Business e Enterprise; cada execução de automação custará cerca de US$ 0,0023.
Por Kaiqui Lorran Pereira Damasceno · Publicado em 19/09/2026 às 22:36 (BRT, UTC−3)
A Notion confirmou em sua documentação oficial que os Workers, recurso de automação em segundo plano disponível em beta nos planos Business e Enterprise, passarão a consumir créditos pagos a partir de 15 de outubro de 2026. Cada execução custará tipicamente US$ 0,0023 — cerca de R$ 0,01 —, e os créditos serão vendidos como adicional pelos administradores do workspace.
Segundo a página “Understand pricing for Workers”, um crédito equivale a US$ 0,01 e o pacote de referência de 1.000 créditos mensais custa US$ 10, o suficiente para cerca de 4.348 execuções — R$ 53,38 na conversão pela PTAX de 18/09/2026 com IOF de 3,5%. A empresa ressalva que o consumo varia conforme o trabalho realizado por cada Worker.
O QUE MUDA PARA VOCÊ
- Só afeta quem está no Business (R$ 106,76 por assento/mês) ou no Enterprise. Os planos Free e Plus não têm acesso a Workers; a mudança não atinge uso individual.
- O adicional é cobrado em dólar. Os 1.000 créditos de US$ 10 custam R$ 53,38 com IOF de 3,5%, e o câmbio oscila até o fechamento da fatura.
- Dá para estimar antes de assinar. Pelos exemplos oficiais: um sync diário custa R$ 0,37/mês; um sync a cada 15 minutos, R$ 35,36/mês; um webhook com 5.000 eventos por dia, R$ 1.841,61/mês.
Os Workers executam tarefas que não exigem raciocínio de IA — sincronizar dados, escrever atualizações e tratar eventos — e costumam ser combinados com os Custom Agents, que decidem o que fazer enquanto os Workers executam os passos. A documentação deixa claro que a gratuidade do beta vale apenas para os Workers: as ações de Custom Agents já consomem créditos conforme o plano e as configurações do workspace.
A Notion publica nove exemplos de custo, divididos em três tipos de execução: syncs agendados, tool calls disparados por agentes e webhooks, estes ainda em alpha. Refizemos a aritmética dos nove e todos conferem com o valor de US$ 0,0023 por execução. Há, porém, uma inconsistência de impressão: no exemplo de webhooks, a página declara “9000 runs/month” e em seguida calcula “6,000 × $0.0023 = $20.70”. O total de US$ 20,70 corresponde a 9.000 execuções; o multiplicador impresso é que está errado.
Análise: a mudança desloca a Notion de um modelo puramente por assento para um modelo híbrido, assento mais consumo. Para times com automação intensiva, o custo deixa de ser previsível apenas pelo número de pessoas. O ponto de atenção para o leitor brasileiro é que o adicional vem em dólar, somando IOF e variação cambial a um valor que já é o mais alto do segmento: US$ 20 por assento/mês no Business.
“Workers use Notion credits, which are counted in runs. Each run represents one unit of work completed on your behalf.” — documentação oficial da Notion, “Understand pricing for Workers”
O que vem a seguir
Confirmado pela documentação oficial:
- Workers passam a exigir créditos em 15 de outubro de 2026
- Créditos são adicionais para Business e Enterprise, comprados pelo administrador do workspace
- Preço típico de US$ 0,0023 por execução; 1 crédito = US$ 0,01; 1.000 créditos = US$ 10
- Custom Agents já consomem créditos, independentemente desta mudança
Não confirmado — não publicamos como fato:
- Se os Workers serão liberados para Free ou Plus
- Se haverá pacotes de crédito além de 1.000 por US$ 10
- Se o preço dos webhooks muda ao sair do alpha
- Se haverá preço regionalizado em reais
Como apuramos: esta notícia foi construída a partir da documentação oficial da Notion, consultada em 19/09/2026, sem uso de matéria de terceiros como fonte. A aritmética dos nove exemplos de custo foi refeita manualmente. Não realizamos teste prático do recurso — ele está em beta e não temos workspace Business. Conversão pela PTAX de 18/09/2026 (R$ 5,1575) com IOF de 3,5%.

Sou o Kaiqui Lorran, a pessoa por trás do Stackverso. Não tenho diploma em tecnologia nem trabalho em empresa de software: sou só alguém que ama essas coisas de um jeito meio exagerado e passou anos testando aplicativo, automação e inteligência artificial por conta própria — e quebrando bastante no processo. Aqui eu anoto o que aprendi: o que funciona, o que não funciona e quanto custa de verdade. Quando não estou fuçando uma configuração nova, estou respondendo leitor no e-mail ou configurando atalho de teclado que ninguém pediu.


